Porco Dio!!!
Sabem a charge da "Bolsa Famiglia"? Pois é...deu m#rda! Um padre do interior do Paraná implicou com o termo "porco dio" que usei no primeiro balão. Mandou carta registrada e tal. Põatz, não passou pela minha cabeça que eu usei um termo em italiano -proferido pelos cotovelos pelo meu vizinho romano- que é uma blasfêmia, uma afronta, do ponto de vista religioso. Se tivesse parando para pensar no significado da expressão, não teria escrito isso, porque saberia que ofenderia vários leitores e tal. E o objetivo do desenho era ofender, mas não devotos católicos. Devotos do poder, se é que vocês me entendem. Na real, eu esperava que o pessoal da Máfia ia reclamar ou então me ligar e dizer "eu sei os horários da tua família, stronso". Viram? Ser chargista é uma profissão pra lá de escorregadia...
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Ouvi falar em impeachment do presidente? É verdade que estão cogitando isso? Se for, porco dio (ops!) vai ser o MAIOR GOLPE que eu já vi, maior até do que a compra de votos da reeleição do FHC. Acho até que o Fernando Henrique Caudaloso é contra o impeachmente, mas vá saber...põatz, a "zelite" não se conforma mesmo em ficar longe do aconchego do Palácio do Alvorada, hein.
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ALBERTO BENETT - 7:50 PM
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Domingo, Outubro 15, 2006
A Cosa Nostra
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prefiro a versão em pb, mas segue a cororida!
A charge virou a arte do senso-comum?
Nunca vou esquecer um cartum do Reinaldo que vi no site do Casseta e Planeta. Não lembro exatamente o texto, mas era algo como o Bussunda no céu gritando "parem de me mandar charges com o Bussunda indo para o céu". É isso mesmo, morre alguém, o chargista vai e desenha ele indo para o céu. Se é alguém "do mal", desenha o diabo fugindo do novo morador incômodo.
Dia desses pensei em desenhar o maluco da Coréia do Norte com o cabelinho em formato de cogumelo atômico, mas mudei de idéia porque achei que era meio óbvio. Não deu outra. Abri o site do Daryl Cagle e tinha umas 200 charges do maluco com o cabelo de cogumelo.
Antes que me digam "você se acha superior, se acha tão bom e pé-pé-pé pá-pá-pá", devo dizer que eu mesmo desenho chuchus e lamas demais para o meu gosto. Claro, não chego à preguiça suprema de desenhar o Lula com duas bocas nos cotovelos falando "blá blá blá" no balãozinho, nem desenho o Osama com a barba dentro de uma lata de água ou o Alckmin e o Lula dentro de um saco de farinha, porém não fico inerente à frustração que dá quando tenho de recorrer a símbolos meio que petrificados do mundo do humor gráfico: elefante para juros, dragão para inflação, e por aí vai.
No episódio do Freud Godói, também rolou o quê? Freud, explica, claro. Dezenas de charges com o Freud deitado no divã e fumando charuto. Freud explica. Explica, por que tantas charges simplistas? Por que não tentamos subverter as expectativas? Por que é justamente isso que o leitor de charges menos deseja, que pensemos diferente dele?
Fora o lance de que, em muitas ocasiões, parecemos aquelas crianças que, num linchamento (não que linchamentos sejam comuns, c'mon!), chegam rapidinho por trás da turba e aproveitam para dar uma bicuda no linchado, e saem correndo. Seriam os chargistas astronautas? Não, digo, seriam os chargistas os primeiros a apedrejar? Temos meio que uma vocação para inquisidor, mesmo porque desenhamos em cima da manchete do dia, não importa se os jornais erraram ou não, se desenhamos em cima de uma mentira ou não. O humor não poupa nada nem ninguém, nem sei se deve poupar...mas também não precisamos ser reaças, certo? Perco uma piada, mas não perco a razão. Tá certo isso?
Sou meio indeciso se charge deve ser meramente humor, galhofa, "janela da descontração" do peso das notícias, ou se devemos colocar nossa opinião e visão de mundo ali, como se fôssemos um "cientista político gráfico" e tal (dessa espécie, o melhor que conheço é o Plantu)...agora, o que não acho, nunca, é que devemos ficar fazendo piadinha de salão, saca? Tipo, vovô engraçadinho, que solta gases na mesa e todo mundo ri -já esperando mesmo que ele fizesse isso. Tipo clown, tá ligado? Muitas vezes a pessoa descobre que você é chargosta e já te olha rindo, esperando um gracejo, um comentário...die, jerk!
Eu não sei o que rola -na real, tô sem tempo e com uma dor crônica no ombro, por causa das 8 horas diárias na prancheta- mas parece que temos um sensor que detecta aplausos fáceis e acabamos desenhando só aquilo que o leitor quer ler, dizemos o que eles querem ouvir. Não devia ser assim, concordam? Ou vocês acham que a charge deve ser mero instrumento de reprodução do discurso do senso comum? Ah, o Lula tá de salto-alto. Bem, vamos lá e reforçamos isso, desenhando o Lula de salto alto. Não é errado, mas será que não dava pra fazer um pouquinho melhor do que isso?
Acho que a charge tem sido muito pouco discutida ultimamente, e o impacto da internet na produção da forma e do conteúdo dela, da formação do chargista, e isso pode ser sintomático de que paramos no tempo. Talvez estejam aí as respostas para a questão que dilacera o orgulho dos desenhistas: por que o jornais não publicam mais charges como antigamente?
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Volta e meia eu penso "como o humor do Henfil ficou pra trás". Mas eu abro aquela biografia dele e vejo que, mesmo os cartuns mais engajados que ele fazia, nunca eram "piadas fáceis" ou mera ilustração de discurso alheio. Por isso ele era o Henfil, com humor e ideais que nunca nunca "ficam pra trás".
ALBERTO BENETT - 9:13 PM
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Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Rat Salad
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ALBERTO BENETT - 9:46 PM
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Domingo, Outubro 08, 2006
Naõ são só os políticos brasileiros que são safados. Tem eleitor brasileiro que é muito mais safado. Eu acho que os politicos sao reflexos dos eleitores, da sociedade e da comunidade -digamos, da cultura de onde ele vem. Se os caras votam no Clodovil ou no Maluf, eh por que tem uma certa cumplicidade com eles. E, digamos, isso talvez explique um pouco do porque o Brasil nao anda pra frente. Otário é pouco pra quem votou no Clodovil (putaquepariu!!!). Tem que se fuder mesmo. Olha so o que que o escroto anda falando por aí. Siu no Folha online de hoje.
Clodovil diz que pode votar pró-governo por dinheiro
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da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires
Terceiro deputado federal mais votado em São Paulo, com quase meio milhão de votos, Clodovil Hernandes, 70, do PTC (Partido Trabalhista Cristão), admitiu em reportagem publicada pelo jornal argentino "Perfil", que pode aceitar dinheiro para votar a favor do governo quando estiver no Congresso. Ele já havia dito que não tinha nenhum programa político para o seu mandato.
"Vou aprender com os políticos com experiência, mas não me ensinarão a roubar porque eu, por pouco, não vou me sujar. Tudo dependerá de quanto me ofereçam para votar os projetos do governo", afirmou.
Questionado sobre qual seria o valor em dinheiro necessário para isso, respondeu: "Cada um pesa o dinheiro em sua própria balança. Eu não resolverei os problemas de ninguém. Aqueles que votaram em mim acreditando que eu iria solucionar os seus problemas se enganaram, isso é uma bobagem digna de quem foi mal colonizado".
Disse ainda não vai massacrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "porque ele é um anormal que não raciocina bem, que se compara a Jesus" e que não pretende ser "o herói dos pobres". "Não me interessa ser aplaudido por um mendigo que nada entende porque não tem o que comer, quero que me aplaudam os que têm os neurônios bem alimentados."
Clodovil também comentou sobre seu possível reencontro em Brasília com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), um de seus desafetos. "O que Marta Suplicy vai fazer em Brasília? Por acaso vai passar nossa roupa? De qualquer maneira, Lula não será reeleito nem por decreto."
tava na cara que ia ser assim...

ALBERTO BENETT - 11:31 PM
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Sábado, Outubro 07, 2006
Love is all around
Eu não sei os outros chargistas, mas tem dias que meu desenho tá um m#rda pior do que o habitual. E dura dois, três dias...aí depois engrena, e fica mais apresentável. Essas charges (exceto a primeira) são do meu período de "latência artística". Mais uma coisa. Não voto no Alckmin nem a pau. No Lula? Tá difícil...sei que os eleitores do barba são como torcedores do Corinthians, de tão fervorosos e fanáticos, mas não me convence mais esse papo "estou governando para o pobres". Sei...pobre tipo o Fabio, filho
dele, nao? Ah, shit. Nao muda nada mesmo...
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